Bullying: problemas e soluções

Postado em 20/01/2018

Bullying: problemas e soluções

Dentro de um valentão pode existir uma grande carência

Sempre que se fala em bullying pensa-se no oprimido e não no opressor. Eu, como mãe, não gostaria que um filho estivesse em nenhum destes papéis. E você, também acha que ambos são vítimas?

Bullying é uma palavra em inglês que descreve atos de violência física ou psicológica contra alguém, de modo intencional e repetido; o que acaba por forçar a vítima ao isolamento social ou sentimento de inferioridade.

O bullying é um problema entre jovens do mundo todo, há pesquisas americanas que revelam que 15 % dos seus jovens, entre 9 e 17 anos, sofreram bullying, não se sabe ao certo o número de agressores. Estudos de 2012 apontam que: crianças com problemas emocionais, de desenvolvimento ou comportamento; crianças com pais irritados ou com dificuldades de supervisionar os filhos e crianças de mães com problemas de saúde mental, teriam mais tendência de intimidar e agredir aos colegas.

Isso significa que filhos de pais envolvidos emocionalmente e presentes na vida escolar dos jovens estão menos propensos a se tornar agressores. E o que isso quer dizer na prática?

Muitas vezes, no meu consultório, escuto dos adolescentes que eles gostariam que seus pais fossem mais controladores e presentes em suas vidas, que odeiam pais “amigões” e que mães na balada dão vergonha, que se sentem desamparados e perdidos. O que querem esses jovens? Querem amor e limite! Querem ouvir e ser ouvidos! Querem ter adultos de confiança para contarem e admirarem. Os pais podem ser amigos, mas antes de qualquer coisa devem ser pai e mãe, simples assim.

A adolescência é uma fase de bastante atrito entre filhos e pais, mas isso não quer dizer que sua sala precise virar um ringue de MMA, quem sabe um plenário de reunião da ONU. A conversa e os limites são fundamentais nessa fase e, acredite, esta etapa é positiva para a família, que amadurecerá e se tornará mais íntima. Discutir e investir no debate aproxima você do seu filho, pois os adolescentes não acham que é um desrespeito afrontar seus pais, mas sim um forma de expressar seus desejos e opiniões.

Muitas vezes, para fugir dos conflitos, alguns pais tendem a ser condescendentes com atitudes disfuncionais do filho. Você sabia que o adolescente pode compreender essa passividade como falta de interesse dos pais? Em outros casos, os adolescentes são invisíveis aos olhos de pais omissos. É preciso encontrar um equilíbrio entre o interesse abusivo e o desinteresse.

Toda ação de um adolescente deve gerar uma reação, positiva ou negativa, ou a vida não é assim? O que vemos hoje em dia? O adolescente xinga o professor ou ameaça um colega, a escola dá uma advertência ao aluno e os pais vão a instituição reclamar pela “injustiça” feita ao filho e saem falando mal da “opressora” ou da pessoa oprimida.

 

Acredito que a instituição de ensino não tem a obrigação de educar, esta tarefa é da família, cabe a escola ensinar e reforçar a educação. Não delegue a educação do seu filho à escola ou a qualquer outro profissional, essa é a sua missão como pai e mãe. A escola pode ajudar, mas sem a parceria com os pais, a missão é impossível e os opressores continuarão calando os oprimidos e sendo cada vez mais infelizes.

Se seu filho é um opressor, saiba que ele grita silenciosamente por amor e atenção. Quando ele agride sente-se no controle das situações e superior aos outros, dando-lhe uma falsa sensação de equilíbrio e força.

Lembre-se que nada substitui o afeto e o diálogo entre pais e filhos, se está difícil para você essa fase procure orientação de profissionais qualificados para ajudá-lo.

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